Este é um post chato. Quer dizer, ainda mais chato do que os demais postes até então escritos. E como ele pode ser mal entendido, uma palavrinha: se eu estivesse em São Paulo, eu teria participado em apoio à marcha das vadias. Uma declaração das manifestantes, contudo, me deixou, digamos, pensativo.
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6 de junho de 2011
6 de março de 2011
As 1001 histórias de Rachel Sheherazade
Aparentemente, há um certo sentimento de desconforto com o carnaval que ganhou corpo com as críticas de Rachel Sheherazade, âncora – creio – de um telenoticiário paraibano. No Facebook, por onde eu tive acesso à indignação da jornalista, praticamente todos gostaram do que ouviram. No YouTube, já foi visto por mais de 150 mil pessoas, das quais quase 4 mil expressaram seu contentamento. Disponibilizo o vídeo aqui abaixo pra aumentar seu número de visualizações com os 5 leitores passam por aqui de vez em quando.
10 de dezembro de 2010
É triste, mas devo uma a Ann Coulter
Há exatamente uma semana, me deparei – não sei como – com o blogue da Cleycianne. Nele dei de cara com um post intitulado “Como descobrir se seu namorado é homossexual passivo!”, no qual a blogueira comenta “as coisas que acontecem na internet com uma visão cristã”. Um dos conselhos que dá para as “mulheres angustiadas” em saber sobre as preferências sexuais dos namorados é o seguinte:
- Sabe[r] todas as coreografias da Lady Gaga, Britney Spears e Sapatonna.
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24 de novembro de 2010
Se não for solipsista é o quê?
Depois Pogrinho vem reclamar que eu ando abusando da palavra “solipsismo”, mas como é que dá pra gente entender o que anda se passando com a direita brasileira sem se valer dela? (Isso, claro, sem contar todo o colorido erudito que ela dá ao post, né?)
19 de novembro de 2010
Não entre! Cão bravo!
É verdade que eu sou um cara obsessivo. Às vezes com uma coisa, às vezes com outra, não importa, tenho sempre algo que simplesmente não me sai da cabeça. Tentei fazer, nessas pouco mais de duas semanas desde o fim das eleições, uma espécie de retiro: política, só a que envolvia diretamente ao meu trabalho, injustificadamente atrasado. Mas devo confessar que não consegui. Via, em cada leitura que fazia para a tese, passagens que me remetiam a esse momento histórico que tanto o Brasil quanto os EUA estão vivendo: um avanço pesado de um pensamento, bem pensada a expressão, radicalmente conservador.
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3 de novembro de 2010
Desculpa, mas o senhor falou comigo?
Passei dois dias distantes da internet para provar pra mim mesmo que não estava viciado em notícias. Pois bem, mal voltei, dando uma passada de vistas em tudo o que eu havia perdido, me deparo com um texto de Paulo Bornhausem, líder do DEM:
E é urgente também entender o alarme que o brasileiro deu aos políticos e governantes do país.
O brasileiro é religioso e dá muito valor a isso. É conservador e forma sua família por essa régua.
Embora não ache que ele esteja, de modo geral, errado, queria muito saber de onde vem essa generalização. Muitas das reações ao baixo nível dessa campanha vieram de uma parcela da sociedade, de cujo tamanho não tenho sequer idéia, que é bastante progressista.
Talvez o problema da oposição seja exatamente esse: continua falando apenas pra quem veste sua farda. Depois o DEM não sabe porque anda perdendo votos aos montes.
Talvez o problema da oposição seja exatamente esse: continua falando apenas pra quem veste sua farda. Depois o DEM não sabe porque anda perdendo votos aos montes.
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